Obesidade e a dor nas costas

6 janeiro 2016, Comentários Comentários desativados em Obesidade e a dor nas costas

Um importante estudo denominado: A atividade física influencia a relação entre dor lombar e obesidade, premiado pelo The Spine Journal, traz dados consistentes sobre o quão a obesidade é um fator predisponente para dor nas costas

A obesidade ocorre quando a ingestão de alimentos é maior que o gasto energético do organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia a dia.

Estudos têm demonstrado a relação dessa doença com o predomínio de dor nas costas. Alertando para o fato do excesso de peso ser prejudicial à saúde da coluna vertebral.

O que a ciência diz?
Um importante estudo denominado: A atividade física influencia a relação entre dor lombar e obesidade, premiado pelo The Spine Journal, traz dados consistentes sobre o quão a obesidade é um fator predisponente para dor nas costas.

Para obter tal precisão nos dados, foi realizado um estudo de base populacional transversal. Tal estudo avaliou quanto ao estado de dor lombar através de um questionário e o IMC. Dessa forma, os participantes foram divididos em quatro grupos (peso normal, com IMC entre 20-25; sobrepeso, IMC entre 26-30; obesos, com IMC entre 31-35; obesos mórbidos, com IMC maior que 36). A prática da atividade física também foi monitorada.

Os dados permitiram aos pesquisadores concluírem que, na população estudada, o menor risco de dor lombar estava no grupo com IMC normal: 2,9%; sendo o risco de 5,2% de dor no grupo com sobrepeso; de 7,7% para obesos e de 11,6% para obesos mórbidos.

Condições crônicas que causam dor são mais comuns em pessoas que estão com sobrepeso e obesidade. Artrite, depressão, fibromialgia, diabetes tipo 2 e dores nas costas sem causa específica são algumas desses problemas. Alguns especialistas supunham que a obesidade aumentaria a probabilidade desses problemas de saúde e, consequentemente, de dor.

Obesidade e a dor na coluna
A coluna vertebral é o nosso eixo de sustentação, por isso acaba sofrendo as consequências do excesso de peso. Um estilo de vida sedentário, junto a uma dieta desequilibrada, pode afetar a densidade óssea. Quando a estrutura de um corpo vertebral está comprometida, há risco de fraturas. As hérnias de disco também são muito comuns em obesos.

Quando há um deslocamento do centro de gravidade, o corpo tende a se adaptar para manter o equilíbrio, sobrecarregando as curvaturas vertebrais. Pense comigo: um aumento de gordura abdominal fará o seu abdômen se projetar à frente, carregando a parte de baixo da coluna. Isso leva ao aumento da curvatura lombar, chamado hiperlordose. Para que você se mantenha equilibrado, a parte de cima das suas costas vão aumentar o arco, promovendo uma hipercifose torácica. Os músculos ficarão excessivamente tensos tentando colocar tudo no lugar, mas nem sempre estarão preparados, causando desconfortos e dores constantes.

Os hábitos
O fumo demonstrou ser um grande preditor de dor lombar, além do sedentarismo, principalmente nos indivíduos com IMC mais elevados. Isso quer dizer que, hábitos não saudáveis, como o fumo, e não praticar atividades físicas, têm um maior peso na saúde da coluna dos indivíduos com sobrepeso ou obesos.

Evite os maus hábitos
Somadas às calorias abundantes, algumas atitudes na hora de sentar à mesa juntam pontos a favor do excesso de peso. Confira a lista, entenda como os maus costumes influenciam no ponteiro da balança e predispõem à obesidade.

Jejum prolongado
Ao passar muitas horas sem ingerir nada, a fome se acumula e você fica mais vulnerável aos abusos. Uma solução é dividir o menu diário em cinco refeições. Entre elas, café-da-manhã, almoço, jantar e lanches intermediários.

Corte de refeições
O café-da-manhã costuma passar batido por muitas pessoas, apesar de se destacar como uma das principais refeições do dia. Os alimentos consumidos nas primeiras horas do dia quebram um longo período de jejum , esclarece Roberta Stella, nutricionista chefe do Dieta e Saúde.

Petiscar sem parar
O maior problema de não estipular horários para fazer as refeições principais e os lanches intermediários é que o descontrole pode te levar a beliscar o dia todo. O costume é atalho certo para o excesso de calorias, já que é fácil se perder na quantidade das porções ingeridas.

Não beber a quantidade ideal de água
Além de hidratar o corpo, a ingestão regular faz com que a sensação de fome seja retardada. O consumo de, pelo menos, dois litros diários de água combinado com as fibras dos alimentos melhora a função intestinal , comenta Roberta.

Trocar água por sucos
Embora os sucos naturais sejam boas fontes de nutrientes, eles não podem substituir a água livremente. Os sucos são calóricos e a ingestão excessiva não é recomendada. Prefira água ou chá com adoçante.

Comer rapidamente
Deixe a correria de lado e reserve, pelo menos, 30 minutos para fazer suas refeições, em um ambiente calmo e agradável. Ao se alimentar em pouco tempo, você deixa a textura e o sabor dos alimentos passar despercebidos. Outro agravante é que o cérebro não tem tempo suficiente de captar a sinalização de saciedade.

Matéria publicada no site Tribuna do Norte

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