Obesidade infantil pode afetar a saúde renal

13 outubro 2015, Comentários 0

Causada pela falta de atividade física e alimentação rica em gordura, açúcares e alimentos industrializados, a obesidade infantil atinge 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas do País. Os quilos extras podem causar diversas doenças, como diabetes, hipertensão e colesterol alto.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Ministério da Saúde, uma a cada três crianças brasileiras entre cinco e nove anos está acima do peso. Causada pela falta de atividade física e alimentação rica em gordura, açúcares e alimentos industrializados, a obesidade infantil atinge 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas do País. Os quilos extras podem causar diversas doenças, como diabetes, hipertensão e colesterol alto. Muitas dessas complicações, inclusive, podem comprometer a saúde renal, causando a insuficiência renal crônica (IRC). Por isso, um alerta aos pais com a aproximação do Dia das Crianças: cuidado na alimentação dos pequenos!

Segundo o nefropediatra Artur Wendhausen, da Fundação Pró-Rim, existem diversos fatores de riscos que são peculiares a IRC na infância, como síndromes genéticas, má formação do trato urinário, infecções urinárias, hiperetensão arterial e diabetes. O estilo de vida da criança também pode ser um fator preocupante. “Está muito claro que hoje a ingestão acentuada de sódio, a baixa ingestão de água e a falta de atividade física regular têm influenciado no metabolismo das crianças, causando o surgimento de alterações da função renal e problemas cardiovasculares. Salgadinhos e alimentos industrializados estão entre os principais vilões”, alerta o especialista.

Quanto à alimentação, alguns hábitos devem ser cortados da rotina. Por exemplo, não tomar café da manhã, ingerir alimentos de alto teor calórico no jantar e consumir industrializados são costumes combatidos pelos especialistas. Essas atitudes muitas vezes são reflexo dos hábitos dos próprios pais. O ideal é que a família acompanhe a criança na mudança. “as crianças seguem padrões paternos e se eles não forem modificados haverá insucesso em qualquer tipo de tratamento”, explica a nutricionista Rafaela Gonzaga, também da Fundação Pró-Rim.

Confira algumas dicas:

1. Desde a primeira infância com bons hábitos
A escolha por refeições e lanches saudáveis é sempre a melhor opção. Porém, a nutricionista sugere que a própria criança deve escolher a quantidade que deseja comer destes alimentos. “Aos poucos estas escolhas tendem a fazer parte do cardápio preferido dos pequenos”, explica.

2. Estabelecer um ponto de saciedade
Quando as crianças são obrigadas a comer tudo o que é servido, elas podem perder o ponto da saciedade e isso estimula o consumo excessivo de outros alimentos não saudáveis.

3. Escolher horário regulares para as refeições
Café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar devem ter horários marcados. Na lista de recomendações, frutas, verduras, arroz, feijão, carnes magras. Evitar alimentos industrializados e fritos.

Matéria publicada no site BlogsNE10

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